domingo, 24 de janeiro de 2010

O Top 10 do Outono/Inverno Brasileiro

Depois de 2 semanas de desfiles (e um calor insuportável), o outono/inverno 2010 brasileiro está apresentado. Coleções mais maduras e mais autorais contribuíram para esta ótima temporada. Até a cobertura internacional está menos focada nos clichês sobre a nossa moda. As Vogues francesa, inglesa e americana fizeram matérias focadas nas marcas. Abaixo está o meu Top 10 das coleções:



1-   - Alexandre Herchcovitch: tanto no feminino quanto no masculino, suas visões únicas sobre temas recorrentes fazem sua moda ter identidade e inovação.


      - Cavendish: feminilidade e delicadeza foram trabalhadas com inteligência, numa coleção doce porém de personalidade.


     
          - Forum: depois de uma estréia incerta, Eduardo Pombal mostrou que sabe exatamente como é a identidade da Forum pós-Tufi Duek.


      - Mara Mac: esportiva, futurista e tecnológica. Os mares gelados serviram de pano de fundo para looks consistentes.


     - Lucas Nascimento: a melhor estréia da temporada. Mostrou que quebrar padrões é absolutamente necessário.


       - Maria Bonita: a arquiteta Lina Bo Bardi inspirou peças monocromáticas e cheias de formas arquitetônicas.

7-  


           - Huis Clos: sem seguir tendências e com muita identidade, uma das coleções mais elegantes da temporada

    
     - Reinaldo Lourenço: tendências trabalhadas de forma mais autoral impossível.


     -   Samuel Cirnansck: surrealismo e um trabalho meticuloso na passarela


     - Rosa Chá: Alexandre Herchcovitch prova que moda praia não é só para as areias.


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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Curso de Pesquisa de Moda em Londres





Londres é uma cidade que oferece infinitas informações visuais e históricas para o segmento moda. Seu varejo é plural e a união entre tradição e vanguarda é uma de suas maiores características. Nas suas ruas é possível coletar dados sobre tendências e comportamentos devido ao grande número de tribos que lá se manifestam. Trata-se de um ambiente perfeito para inspirar estilistas, produtores, pesquisadores e consultores de moda do mundo inteiro.
Nosso objetivo com o Curso de Pesquisa de Moda em Londres é apresentar aos participantes do projeto o perfil histórico e influenciador de diversas marcas, as técnicas da cool hunter americana Faith Popcorn na decodificação cultural, filtragem e moldagem de novos comportamentos de consumo e executar o processo identificador de tendências da Primavera/Verão 2010-11 “in loco”. O roteiro inclui visitas a museus como o Victoria & Albert e Design Museum, a lojas de departamentos, a feiras e outras atrações locais.
Todas as orientações e visitações estarão interligadas a questões relativas ao comportamento e ao consumo no varejo de moda.
O curso será ministrado pelas coordenadoras do MODALOGIA, Evelyn Bonorino e Mirela Lacerda, que orientarão seus participantes a traduzir informações para desenvolver produtos.
INFORMAÇÕES GERAIS
SAÍDA: 15 de maio de 2010
RETORNO: 22 de maio de 2010
VALORES: US$ 2678,00 + US$ 240,00 (taxas de embarque) = US$ 2918,00
Preço por pessoa em apartamento duplo até o dia 26 de janeiro. Após esta data, os valores estão sujeitos a alteração.
Formas de pagamento: 30% de entrada e o saldo em 06 x sem juros no cheque pelo banco ABN ou em 03 x sem juros no cartão.
OS VALORES ACIMA INCLUEM
- passagem aérea Rio-Londres-Rio pela TAM
- 07 noites no Hotel St. Giles (categoria turística) em quarto duplo
- taxas de embarque
- seguro-viagem
- translados de chegada e saída em Londres
- apostila do curso e certificado de participação emitido pela empresa MODALOGIA
OS VALORES ACIMA EXCLUEM
- excesso de bagagem
- alterações de vôos impostas pela companhia aérea
- documentação da viagem
- refeições além do café da manhã no hotel
- despesas extras de caráter pessoal
- gorjetas
- transportes pela cidade
- entradas para os museus, shows e etc…
- o que não estiver mencionado no roteiro

INFORMAÇÕES:
VALORES E PAGAMENTO
BEX INTERCAMBIO CULTURAL: 
João Guilherme Mofati
Tel: (21) 2717 8964/2717 8017
Email: joao@bex.tur.br
www.bex.tur.br

ROTEIRO E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
comercial@modalogia.com.br

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes na 2nd Floor



Gostei da idéia da 2nd Floor se inspirar em histórias de detetive (adorava aquele jogo quando era criança). A coleção não foi assim incrível mas teve bons momentos.

Enquanto isso em Milão...

Vendo os desfiles masculinos de Milão me vem à cabeça a clássica frase dos "leigos": quem vai usar essa roupa? Se mulheres assistem a um desfile e perguntam isso, imagina os homens? Não existe nada mais fantasioso do que as semanas masculinas de Milão e Paris e por isso mesmo é tão bom de ver! Do que está na passarelas, apenas uns 10% devem ser aproveitados nos looks comerciais. Escolhi alguns looks de teste para serem mostrados a maridos/namorados/irmãos que vão soltar instantaneamente a infame frase acima:



Moncler Gamme Bleu e D&G



Dsquared e Alexander McQueen

Em compensação, também há looks perfeitamente usáveis e que transformam qualquer um em um ser elegante instantaneamente:



Gucci e Bottega Veneta



Ermenegildo Zegna e Prada

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Liberdade Editorial. Isso Existe?



O Fashion Rio já acabou mas um assunto não sai da minha cabeça: a crítica do desfile da Espaço Fashion no portal FFW. Como vocês devem saber, a Erika Palomino agora é editora do portal oficial da Luminosidade, que engloba as principais semanas de moda brasileiras (Fashion Rio, SPFW e Rio Summer) e em carta exposta no seu ex-site (que vai virar blog) ela diz que só aceitou a posição pela garantia de ter liberdade para dar sua opinião real nos textos. E ela e sua equipe fizeram isso mesmo. Várias críticas dos desfiles do Fashion Rio não foram muito positivas e apontaram falhas e caminhos para coleções melhores.

Só que uma delas, a da Espaço Fashion, causou polêmica. A marca carioca escorregou feio nessa coleção e foi duramente criticada por vários veículos importantes. A matéria escrita por André Rodrigues no FFW seguiu a mesma linha e não poupou palavras quando foi publicada na noite do dia 12/01. Curiosamente, na tarde do dia seguinte, descobri que a crítica tinha sido tirada do ar e havia apenas comentários de leitores (perguntando pela matéria “sumida” em sua maioria) e as imagens do desfile. Bem, não foi muito difícil ligar os pontos e perceber o que tinha acontecido: dois dias antes do desfile, a Espaço Fashion anunciou uma parceria com a C&A, uma das patrocinadoras do Fashion Rio e SPFW, além de ser anunciante do FFW. À noite, a crítica do desfile tinha retornado ao portal, porém menos agressiva, ou seja, com algumas modificações. Os comentários foram retirados do ar.

O que me chama atenção neste episódio não é a coleção da Espaço Fashion. Esses tropeços fazem parte do jogo e uma crítica ruim não significa o fracasso de vendas, até porque, segundo informações do mercado, a coleção de primavera/verão 2010 da grife, muito elogiada pela imprensa, não foi bem recebida nas lojas e a empresa teve que adiantar o lançamento do alto-verão.

O que me preocupa mesmo é até onde vai a dita “liberdade de imprensa”. Depois desse episódio, lembrei muito de uma entrevista com a Venetia Scott, stylist do Marc Jacobs e ex-mulher do fotógrafo Juergen Teller, publicada recentemente na revista Ponystep. Ela fala abertamente sobre como produzir editoriais é algo cada vez mais ligado à publicidade das revistas, ou seja, em troca de anúncios é preciso “eleger” peças dessa ou daquela marca para figurarem nos editoriais. Resumindo: a tal “liberdade” vai até a hora que o dinheiro fala mais alto. Isso é novidade? Claro que não. E também é claro que uma das maiores razões do sucesso de blogs é que, na maioria das vezes, o leitor ainda encontra neles informações isentas de segundas intenções. Quem perde com tudo isso não são as grandes empresas, mas a mídia que já anda confusa e perdida com a migração dos leitores para a internet e o crescimento assustador de blogs sobre todo tipo de assunto. Sem transparência então a situação só tende a piorar.


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Fashion Rio: 10/01

5 coisas que gostei no melhor dia de desfiles (até agora)



- Os "Mares Gelados" da Mara Mac: coleção impecável e sensação "refrescante" com o vídeo de ondas gélidas.



- Vestidos coquetel das Filhas de Gaia



- Os florais românticos da Cavendish



- As rendas sob o cetim nos looks de Graça Ottoni



- Reencontrar amigos, colocar papos em dia, saber dos babados...o Fashion Rio também é lugar de fazer a social! Na foto: Evelyn, eu, Beto (do Sebrae) e Adriana Jordan (da UVA)

Como estou ficando otimista, não há nada que não tenha gostado! Minhas reclamações já foram feitas...

Mais cobertura no www.modalogia.com.br

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domingo, 10 de janeiro de 2010

Fashion Rio: 09/01

5 coisas que gostei:



- Mochila-pasta da Cantão



- Vestido vermelho de veludo na Cantão



- A estréia de Lucas Nascimento: é sempre bom ver alguém quebrando padrões



- A mulher-Lanvin na Printing: são muitas as referências a Alber Elbaz, mas mesmo assim o trabalho deles é bom



- Longos pretos de Walter Rodrigues

3 coisas que não gostei:


- Já é lugar-comum, mas o calor é insuportável até dentro das salas de desfile. No do Walter todo mundo se abanava
- Moscas na sala de imprensa!!! Atrapalham nosso trabalho e pousam em cima da comida do bufê. Não tô comendo nada!
- Atrasos nos desfiles pra variar...

Tem mais no www.modalogia.com.br

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Fashion Rio: 08/01

5 coisas que gostei:

- Cuissardes da Ausländer


- E Rodrigo Santoro fechando o desfile!


- Vestidos-boneca da Giulia Borges


- Estampa "Via Láctea" de Victor Dzenk


- Botas do Melk Z-Da

3 coisas que não gostei:

- O ar condicionado na sala de imprensa não estava funcionando direito, pra variar
- As bebidas estavam quentes! Pessoal que organiza: sei que é difícil, mas a geladeira tinha que ter sido ligada de manhã!
- Váaaarias modelos que não sabem desfilar! O que é isso? Concurso de new faces? Um evento como o FR não pode ter amadoras...

Tem mais cobertura no www.modalogia.com.br
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domingo, 3 de janeiro de 2010

Madeleine Vionnet: a Purista da Moda



Hoje fui na Exposição de Madeleine Vionnet no Les Arts Decoratifs. Fica até 31/01 e é absolutamente imperdível ver de pertinho sua técnica singular de compor uma roupa. Várias blusas não têm sequer cavas! E ela criava tudo em uma bonequinha, sem desenhos. Filmei partes da exposição, apesar dos videos estarem meio escuros.

Para quem não conhece o trabalho de Vionnet, aí vai um resumo:


 Madeleine Vionnet conseguia transformar tecidos em verdadeiras esculturas. Nascida no interior da França, em 1876, aos 11 anos já era aprendiz de costureira e aos 18 já tinha casado e se divorciado. Após um curto período em Londres, retornou a Paris onde foi trabalhar na Callot Souers, em 1901, e com Jacques Doucet, em 1907. Abriu sua própria maison em 1912, mas quando I Guerra estourou na Europa foi obrigada a fechá-la. A reabertura aconteceu em 1918.



Apesar de Vionnet não ter inventado o corte enviesado, tornou-se, sem dúvidas a mestra dessa técnica. Os tecidos que usava eram encomendados quase dois metros mais largos para esculpir os drapeados, o que era feito diretamente em suas manequins-miniaturas. Seu objetivo era conseguir forma e caimento perfeito, por isso suas peças quase não tinham costuras e cavas. Ela partia de formas geométricas, como quadrados e triângulos, para construir suas roupas que muitas vezes pareciam estranhas e amorfas, até serem vestidas e adquirirem os contornos do corpo feminino. Seus tecidos preferidos eram os mais maleáveis: seda, musseline, cetim e veludo, além do exclusivo crepe rosalba, desenvolvido pela fornecedora Bianchini-Ferier especialmente para Vionnet.



O auge da fama de Vionnet aconteceu entre o fim da década de 20 e o começo dos anos 30, quando o glamour hollywoodiano atingia o seu ápice e os vestidos de cetim, inspirados em seus modelos, eram perfeitos para as telas de cinema. Além dos lindos vestidos longos de corte enviesado, ela divulgou bastante a gola capuz e a frente-única em suas criações. Preocupada com o plágio, fotografava todas as suas peças de frente, de perfil e de costas e arquivava tudo num “livro de direitos ao autor”. Chegou a gravar suas digitais nas etiquetas também.


Madeleine aposentou-se em 1939 e morreu em 1975, com 98 anos. Entre os seus admiradores estão Azzedine Alaïa, Issey Miyake, Vivienne Westwood e o mestre Cristobal Balenciaga, que a considerava um gênio. Até hoje, nenhum estilista conseguiu ir além nas técnicas de alta-costura. Vionnet não é famosa como Chanel, mas suas criações para a moda são consideradas verdadeiras obras de arte.

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sábado, 2 de janeiro de 2010

City of Lights


Esse foi um dos vídeos que fiz com o meu celular e um dos únicos que estão direito, pois a maioria foi filmada com o cel em pé e o certo é ele estar deitado... Coisa que só fui me tocar quando já era.
Enfim...vou ver se posto outros até o fim da viagem. Este mostra a decoração da Place Vendôme para o fim de ano. A praça onde fica as costas do hotel Ritz é sempre uma parada obrigatória. Além de concentrar as joalherias mais famosas do mundo, a arquitetura dela é incrível!
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Paris Before It Sizzles









Se o que está do outro lado do Atlantico não fosse tão maravilhoso, eu desistiria. Viagens internacionais são altamente estressantes. Você tem que organizar mil documentos (e checar 300 vezes se não esqueceu nada), fazer o roteiro, a lista do que você quer comprar (que desta vez por total exaustão foi deixada de lado) e aí vem a mala, um capitulo à parte.

Mala de inverno é o terror. Da mesma forma que os europeus não sabem se vestir pro verão daqui, turista de país tropical no inverno de lá é catastrófico. E como abomino esse look “sou turista e não to nem aí”, comecei a planejar minha mala 3 dias, o que é até tarde para muitas. A idéia era experimentar todos os looks e ir fotografando, porém fazer isso num calor de 40º é desumano, então o jeito foi arrumar as roupas em cima da cama e ir fotografando mesmo. A recomendação é levar um ou dois sobretudos, no máximo. Impossível. Estou levando 5, incluindo 1 de pele (fake, claro). E como não curto nem um pouco o look “corvo de Notre Dame” – misturado à minha pele branca é de espantar – as peças em preto tem que se misturar às coloridas. São 2 casacões vermelhos e várias blusas e cachecóis coloridos, todos em tons favoráveis pra minha difícil combinação pele branca + cabelo avermelhado.

Dilema resolvido. Chega o dia da viagem e já acordo cansada. Não, não vou conseguir dormir no avião, no máximo dar uns cochilinhos embalados pelo vinho (nacional, oui!). Meu namorado surta e resolve sair de casa às 16h. O vôo é às 21h20. Chegamos em 20 minutos. O check in do vôo anterior (19h20) está começando... Vamos na Receita Federal declarar os gadgets. Descubro que não preciso declarar meu lap, que foi comprado aqui. Nisso, o céu cai sobre o Rio de Janeiro. Falta luz. O Galeão é fechado. Ok, poderíamos ter pego essa tempestade. Mesmo assim, se saíssemos 1 hora mais tarde ainda chegaríamos com folga!!!
Estou tão irritada e absurdamente com calor pois a luz voltou mas o ar condicionado não funciona direito! Fui no banheiro trocar de roupa. Sério. É desumano. Decidimos entrar pro portão de embarque. Não tem lugar pra sentar. Vamos pro Free Shop. Também está quente. Estou carregando 2 bolsas de mão que já deixaram meus ombros marcados. Não dou a mínima para os cosméticos e óculos do Free Shop (deu pra perceber minha irritação?).

São 18h. Conseguimos sentar. Coldplay e U2 me acalmam um pouco. Estou lendo “Divorciada Debutante”, da Plum Sykes, finalmente. As situações surreais das personagens me relaxam um pouquinho. Daqui a meia hora (se Deus quiser) vão começar a chamar pro embarque. Continuo de vestidinho de alça e meus pés derretem na bota. Meus pais dizem para eu não me estressar, afinal estou indo para Paris... Só espero que assim que avistar a Torre Eiffel, passear na Faubourg, ver a exposição da Vionnet e flanar pelo Sena eu esqueça de tudo. E fique alegre por sair de quase 40º para cerca de 4º. Acho que nem vou sentir frio... Au revoir!

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