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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Paris: um Roteiro

Este é um roteiro bem básico para curtir Paris, para quem já conhece os principais pontos turísticos (Louvre, Torre Eiffel, Notre Dame...) e gosta de caminhar pela cidade. Foi mais ou menos o que fiz nessa minha última visita e, claro, inclui vários programas ligados à moda. Vamos lá:

1º dia: passeio por St. Germain de Près. Gosto muito de ir ao Bon Marché conferir as novidades, já que ele é bem menos cheio que a Galeries Lafayette e a Printemps e o andar de estilistas contemporâneos é de babar (Balenciaga, Stella, Marni, Chloé...). Dali, siga pelo Blvd St. Germain até a Rue de Rennes, onde fica uma das H&Ms da cidade. Rue Du Bac, rue François 1er, Blvd Raspail, rue Bonaparte e a praça da igreja St. Sulpice estão nas adjacências e concentram várias lojas importantes: Sonia Rykiel, Prada, Diane von Furstenberg, Céline, Paul Smith e até a GAP.

Para comer, ande mais um pouquinho ou pegue o metrô para St. Michel. Há dois restaurantes lá que adoro: o Chez Clements ( 9 place St. André des Arts - 75005) que tem uma ótima decoração e pratos deliciosos e o Le Grand Bistro (7, rue St Severin – 75005) para fondue. O de 3 queijos é maravilhoso e serve 2 pessoas tranquilamente.

2º dia: o Museu Les Arts Décoratifs é sempre obrigatório para ver exposições de moda. Desta vez vi a da Madeleine Vionnet. O bom é que são 4 museus no mesmo espaço e o ingresso vale para todos: Musée de la Mode e du Textile, Arts Décoratifs, Publicité e Nissim de Camondo. A livraria que fica ao lado da entrada é indispensável.


Depois dos museus é hora de partir para a Rue St.Honoré e para a Faubourg St. Honoré. Comece pela Colette, claro, (obs: o restaurante do subsolo serve saladas e sanduíches muito bons) e antes de seguir em frente, atravesse a rua e vá até a Place du Marche St Honoré. Sabe o que tem lá? Marc by Marc Jacobs feminino, masculino e infantil. A loja feminina obviamente parece a Americanas na véspera de Natal mas sempre tem produtos incríveis e em conta.

Volte para a St.Honoré e delicie-se com as vitrines das grifes de luxo: Miu Miu, Lanvin, Givenchy, Prada (que está em reforma mas abriu uma loja provisória na rua), Alberta Ferretti etc. Em frente à Gucci há uma Ladurée. Vale a pena parar para comer os melhores macaroons do mundo. Antes disso, vale uma pausa na Place Vendôme (uma das mais lindas) para conferir as vitrines das joalherias e as pessoas circulando pelo Ritz. Logo depois vale um desvio na rue Cambon para conferir o QG da Chanel e a escadaria lendária, de onde madeimoselle assistia aos desfiles.

A caminhada pode te levar até o Champs Elysées, que é sempre bom de conferir à noite, com todas as luzes. Não sou muito fã de lá pois as calçadas estão sempre abarrotadas de gente, mas a vista do Arco do Triunfo é sempre inesquecível.


3º dia: o Grand Palais e o Petit Palais são construções da virada do século XX que funcionam como museus. O Grand também costuma abrigar os desfiles da Chanel e é dividido em vários espaços. O maior é uma construção com teto de ferro enorme. Na lateral, acontecem exposições de arte. Desta vez, vi uma de Renoir.

Pertinho dali está a av. Montaigne e um dos meus pedaços preferidos de Paris. Além de concentrar grifes de luxo e suas sedes (Louis Vuitton e Dior, por exemplo), tem o Hotel Plaza Athenée e cafés chiquérrimos. A fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent fica na vizinhança, assim como o Museu Galliera, que de vez em quando faz exposições sobre moda. Se “perder” por ali é sempre uma delícia. Para finalizar, uma caminhada às margens do Sena.

4º dia: o museu Georges Pompidou tem um acervo de arte contemporânea de babar. Já tinha ido em outra viagem mas não vi tantas obras como agora. No primeiro andar estão as exposições temporárias, mas é no segundo que estão Picassos, Braques, Matisses, Chagalls... Suba até o último pavimento para conferir a vista de Paris. Se o dia estiver ensolarado, é de tirar o fôlego.

Ao sair dali, há algumas opções: compras na rue de Rivoli (H&M, Zara, Sephora, Parashop - uma farmácia só de cosméticos de marcas como La Roche, Vichy, Avène, Uriage) e um pulinho na BHV, uma loja de departamento do grupo Lafayette que tem de tudo: de materiais de construção a roupas de marcas famosas.
A segunda opção é partir para a Ile de St. Louis, que fica atrás da Notre Dame e é tão chique quanto famosa pela loja dos sorvetes Berthillon. Quase do lado deles está o restaurante St. Regis, um daqueles típicos franceses, porém com preços baratos (um prato custa em média 10 euros).

5º dia: a região da Opera concentra os grands magasins (Printemps e Galeries Lafayette), a Citadium, voltada ao streetwear, além de Sephora, Zara, H&M e, agora, a Uniqlo. A rede japonesa (17 rue Scribe – 75009) faz mais a linha da GAP, com básicos femininos e masculinos e a ótima linha em parceria com a Jil Sander. O bom é que as peças têm qualidade e são baratas.

Descendo a avenida da Opera, você chega até o Palais Royal que, como todo mundo sabe, concentra o brechó de Didier Ludot e as lojas de Marc Jacobs, Stella McCartney e Martin Margiela (que fica fora dos corredores). Pertinho dali há um ótimo restaurante italiano, o Poeta (31, rue de Richelieu – 75001). O dono é super simpático e a comida, uma delícia. Recomendo o spaghetti com frutos do mar. Para finalizar, um passeio pelo jardim das Tulleries faz a gente esquecer da vida.



6º dia: o Marrais, com suas lojinhas e pâtisseries, sem contar a Place des Vosges, é o SoHo de Paris. Na rua Francs Bourgeois estão os melhores endereços e lá é o único lugar onde as lojas abrem aos domingos. Depois que sair da praça, vire à esquerda e siga alguns quarteirões pelo Blvd Beaumarchais. Ali estão espalhadas raridades como as lojas de filatelia, de câmeras fotográficas e de gravuras antigas. No número 111 fica a hypada Merci.

O jantar pode rolar nos famosos Benoit (20, rue St. Martin – 75004) ou L’Ami Louis (32, rue de Vertbois – 75003)

Esse roteiro cobre, na minha opinião, o essencial de Paris. Aconselho um passeio até o Palácio de Versalhes (tem que pegar o RER em direção a Versailles Rive Gauche) que pode durar metade do dia. Não deixe de visitar os jardins e, se der tempo, o Trianon, que fica bem afastado da entrada. A Disney também é uma boa pedida (RER em direção a Marne-la-Vallée Chessy). São 2 parques (o Magic Kingdom e o Disney Studios Park) que podem ser visitados num só dia.

No mais, aproveite cada gole de vinho, refeição, docinhos, visões e caminhadas pela cidade, pois não há lugar no mundo para se sentir mais feliz!!!

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

NYFW - Spring 2010: Os Eleitos dos dias 12 e 13/09


Neste fim de semana apareceram os primeiros desfiles de nomes importantes como Diane von Furstenberg e DKNY, além de Alexander Wang que mostrou realmente merecer créditos pelo talento. Veja quais desfiles agradaram ao Modalogia nos dias 12 e 13/09.

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

NYFW - Tendencinhas: Estampas "Manchadas"

United Bamboo
Tuleh
Carlos Miele
Jenni Kayne
Diane von Furstenberg

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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Adeus, Yves

Por Mirela Lacerda

Se Chanel libertou as mulheres no início do século passado, Yves Saint-Laurent soube reinventá-las. Fiquei pensando como vários modismos recorrentes têm o crédito do mestre. Quer ver só? Calças e visual andrógino, moda étnica e safári, o vestido trapézio, a união entre moda e arte. Ele pode não ter inventado tudo isso, mas ajudou bastante a popularizá-las. Desde ontem, quando soube de sua morte, fiquei pensando nas imagens icônicas de suas criações e como elas continuam influentes. Compare com algumas imagens dos desfiles de primavera 08.


O smoking de 1966
E um look de Viktor & Rolf

O vestido Mondrian, de 65

Vestido da Chloé

A clássica saharienne, de 68
A releitura feita por Diane von Furstenberg
Look étnico de 1967
Etnia na passarela de Oscar de la Renta

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

NYFW - Dia 3

Diane von Furstenberg
DKNY

Hervé Leger

Jonathan Saunders

Jovovich-Hawk
Lela Rose

Preen

Tuleh

Y-3


Por Mirela Lacerda

Nova York está batendo de longe o recorde de desfiles, todo dia são uns 100 e vários nomes estão cada vez mais importantes e imperdíveis. Tá difícil acompanhar... Falando sério, dos desfiles do 3o dia, deu para perceber a volta da saia (na verdade, já tinha percebido desde o 1o). Os anos 40 estão no ar, assim como as padronagens clássicas, os tons neutros (bege, cinza e preto) e os azuis, rosados, alaranjados e roxos. Gostei de Diane von Furstenberg (anos 40 com Shangai), DKNY (meio Biba sem ser muito óbvia), Hervé Leger by Max Azria (trabalhou um clássico com modernidade), Jonathan Saunders (futurista com ótimas modelagens) e Preen (sexy e surpreendente). Aí vão os looks:

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Natalia Vodianova para Diane von Furstenberg


Por Mirela Lacerda


A Vogue inglesa trouxe uma nota com a nova campanha de Diane von Furstenberg - a primeira em anos, e com Natalia Vodianova como o rosto da marca. Fiquei decepcionada com a foto, pois imaginava que o conceito seria bem diferente, já que a mulher DvF tem o perfil totalmente oposto da poluição visual desta imagem. Não sei não, mas talvez fosse melhor continuar sem campanha...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Barbie Girl


Por Mirela Lacerda

Adoro a Barbie. A boneca é sempre a minha lembrança número 1 das brincadeiras de infância e até hoje paro na seção de brinquedos para ficar descobrindo as novidades, que são muito mais freqüentes do que há 25 anos. Acho o novo rosto muito estranho e prefiro mil vezes as Barbies da minha época (que ainda estão devidamente guardadas) ou as edições especiais que acompanho pelo site www.barbiecollector.com/, uma perdição para qualquer kidult apaixonada pelo seu mundinho!

As Barbies vestidas por estilistas então são um caso à parte: da New Look de Dior, à da Versace, elas são puro objeto de desejo pois equivalem a ter peças de todas essas grifes reunidas! Acabo de descobrir que a Barbie by Diane von Furstenberg além de vir com um legítimo wrap dress e ser uma autêntica jet-setter, com mala e passaporte na mão, usa as réplicas das jóias criadas por Diane para a H.Stern. São elas: pulseira Sutra, Power Ring e brincos Love Knot. Fala a verdade, existe ícone mais fashion do que a Barbie???