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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Semana de Moda de Milão - Dia 03

Por Mirela Lacerda

Milão, assim como Nova York e Paris, tem váaaaaaaarios desfiles por dia, mas os destaques de ontem foram: Jil Sander, Alberta Ferreti, Burberry, D&G, Giorgio Armani, Gianfranco Ferré e Pringle.
A Jil Sander, de Raf Simons, é sempre defensora do minimalismo. Nesta coleção ele renovou o estilo característico da marca com muito tweed texturizado, vestidos retos, terninhos e golas enormes. Tudo era muito austero, ainda mais pelos tons de preto, chumbo e cinza, porém o público-alvo (mulheres executivas) deve adorar.


Jil Sander

A Alberta Ferretti é sempre ultra feminina. Desta vez os vestidos pelos joelhos vieram alternados com casacos volumosos. O melhor mesmo foi a cartela de cores, com tons de azul royal, verde esmeralda, roxo e vermelho-cereja.


Alberta Ferretti
Christopher Bailey conseguiu renovar a Burberry de verdade. Porém, nesta coleção fiquei com a sensação de já ter visto vários looks (tudo bem, casacos são sempre casacos, mas alguns vestidos com babados e mangas fofas não precisavam ser repetidos) em desfiles recentes. Não que estivessem ruins, gostei bastante do uso das texturas e das calças boca-de-sino, além dos colares de pedras enormes e coloridas, mas o impacto da novidade não rolou.

Burberry
Xadrez, argyle, saias abaixo dos joelhos...é uma coleção para senhoras? Não é a D&G, a linha jovem da Dolce & Gabbana, inspirada na realeza britânica, com direito até a lenço na cabeça como o usado pela rainha Elizabeth. Viu? Até ela pode ser fashion! Falando sério, a coleção tinha muito xadrez, em tons de vermelho, azul e marrom e em tecidos transparentes, além de vestidos, bermudas/saias (um look pouco favorável), jeans, e no final, estampas tipo paisley bem coloridas.

D&G
Giorgio Armani pensou em ciganas urbanas (se é que isso é possível). Os looks florais, com rendas, transparências e franjas, marcaram o final do desfile, mas antes houve espaço para as calças de veludo, blusas com babados, flores aplicadas, muitas saias e detalhes de pele.

Giorgio Armani
Mesmo sem Lars Nilsson, o desfile da Gianfranco Ferré aconteceu normalmente e foi uma espécie de homenagem ao estilista, com seus croquis projetados no telão e clássicos que ele adorava trabalhar: camisas brancas, vestidos impecáveis, pantalonas e peças arquitetonicamente construídas.
Gianfranco Ferré
A Pringle of Scotland é uma marca conhecida pelos tricôs. A estilista Clare Waight Keller misturou-os a blusas transparentes, casacos de duplo abotoamento e peças com estampas manchadas em azul. O casaco da foto abaixo foi um dos melhores.

Pringle

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Semana de Milão: Dia 25/09 – Jil Sander, Versace, Blumarine…

O fim de semana foi intenso em Milão, já que os desfiles terminam hoje. Confira o melhor dos desfiles de sexta-feira.

Blumarine: na sempre jovem grife de Anna Molinari, a inspiração desta vez veio da Jamaica, com toques de safári. A cartela de tons lavados de lilás, amarelo, verde e azul em tie dyes era ótima, alternada aos tons de marrom e às jaquetinhas e corsários que toda menina vai querer!
Veja mais desfiles no Modalogia.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

As Tendências da Semana de Moda de Paris - Fall 2010-11

Com um pouquinho de atraso (a última semana foi punk), aí vão os temas principais da semana de moda de Paris, fechando a temporada de desfiles para o outono/inverno 2010-11. Em breve tem análise aprofundada no Direções.

Louis Vuitton e Dries van Noten

- Anos 50: o romantismo dos anos dourados e a feminilidade exaltada por cintura marcada, saias amplas e busto destacado serão um tema importante.


Miu Miu e Rochas

- Anos 60: por outro lado o clima futurista da época, as formas geométricas, com vestidos tubinho e jaquetas quadradas mostram um contraponto à feminilidade aí de cima.

Chloé e Hussein Chalayan

- Sportswear: as peças separadas e clássicas, como blazers, saias lápis, pantalonas, suéteres, camisas e inspiração na alfaiataria dos anos 70 (leia-se uma certa androginia) prometem sucesso comercial.

Céline e Stella McCartney

- Minimalismo: definitivamente a volta dos anos 90. Formas limpas, peças simples e bem cortadas, releituras de ícones da década como Helmut Lang e Jil Sander.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Paris: um Roteiro

Este é um roteiro bem básico para curtir Paris, para quem já conhece os principais pontos turísticos (Louvre, Torre Eiffel, Notre Dame...) e gosta de caminhar pela cidade. Foi mais ou menos o que fiz nessa minha última visita e, claro, inclui vários programas ligados à moda. Vamos lá:

1º dia: passeio por St. Germain de Près. Gosto muito de ir ao Bon Marché conferir as novidades, já que ele é bem menos cheio que a Galeries Lafayette e a Printemps e o andar de estilistas contemporâneos é de babar (Balenciaga, Stella, Marni, Chloé...). Dali, siga pelo Blvd St. Germain até a Rue de Rennes, onde fica uma das H&Ms da cidade. Rue Du Bac, rue François 1er, Blvd Raspail, rue Bonaparte e a praça da igreja St. Sulpice estão nas adjacências e concentram várias lojas importantes: Sonia Rykiel, Prada, Diane von Furstenberg, Céline, Paul Smith e até a GAP.

Para comer, ande mais um pouquinho ou pegue o metrô para St. Michel. Há dois restaurantes lá que adoro: o Chez Clements ( 9 place St. André des Arts - 75005) que tem uma ótima decoração e pratos deliciosos e o Le Grand Bistro (7, rue St Severin – 75005) para fondue. O de 3 queijos é maravilhoso e serve 2 pessoas tranquilamente.

2º dia: o Museu Les Arts Décoratifs é sempre obrigatório para ver exposições de moda. Desta vez vi a da Madeleine Vionnet. O bom é que são 4 museus no mesmo espaço e o ingresso vale para todos: Musée de la Mode e du Textile, Arts Décoratifs, Publicité e Nissim de Camondo. A livraria que fica ao lado da entrada é indispensável.


Depois dos museus é hora de partir para a Rue St.Honoré e para a Faubourg St. Honoré. Comece pela Colette, claro, (obs: o restaurante do subsolo serve saladas e sanduíches muito bons) e antes de seguir em frente, atravesse a rua e vá até a Place du Marche St Honoré. Sabe o que tem lá? Marc by Marc Jacobs feminino, masculino e infantil. A loja feminina obviamente parece a Americanas na véspera de Natal mas sempre tem produtos incríveis e em conta.

Volte para a St.Honoré e delicie-se com as vitrines das grifes de luxo: Miu Miu, Lanvin, Givenchy, Prada (que está em reforma mas abriu uma loja provisória na rua), Alberta Ferretti etc. Em frente à Gucci há uma Ladurée. Vale a pena parar para comer os melhores macaroons do mundo. Antes disso, vale uma pausa na Place Vendôme (uma das mais lindas) para conferir as vitrines das joalherias e as pessoas circulando pelo Ritz. Logo depois vale um desvio na rue Cambon para conferir o QG da Chanel e a escadaria lendária, de onde madeimoselle assistia aos desfiles.

A caminhada pode te levar até o Champs Elysées, que é sempre bom de conferir à noite, com todas as luzes. Não sou muito fã de lá pois as calçadas estão sempre abarrotadas de gente, mas a vista do Arco do Triunfo é sempre inesquecível.


3º dia: o Grand Palais e o Petit Palais são construções da virada do século XX que funcionam como museus. O Grand também costuma abrigar os desfiles da Chanel e é dividido em vários espaços. O maior é uma construção com teto de ferro enorme. Na lateral, acontecem exposições de arte. Desta vez, vi uma de Renoir.

Pertinho dali está a av. Montaigne e um dos meus pedaços preferidos de Paris. Além de concentrar grifes de luxo e suas sedes (Louis Vuitton e Dior, por exemplo), tem o Hotel Plaza Athenée e cafés chiquérrimos. A fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent fica na vizinhança, assim como o Museu Galliera, que de vez em quando faz exposições sobre moda. Se “perder” por ali é sempre uma delícia. Para finalizar, uma caminhada às margens do Sena.

4º dia: o museu Georges Pompidou tem um acervo de arte contemporânea de babar. Já tinha ido em outra viagem mas não vi tantas obras como agora. No primeiro andar estão as exposições temporárias, mas é no segundo que estão Picassos, Braques, Matisses, Chagalls... Suba até o último pavimento para conferir a vista de Paris. Se o dia estiver ensolarado, é de tirar o fôlego.

Ao sair dali, há algumas opções: compras na rue de Rivoli (H&M, Zara, Sephora, Parashop - uma farmácia só de cosméticos de marcas como La Roche, Vichy, Avène, Uriage) e um pulinho na BHV, uma loja de departamento do grupo Lafayette que tem de tudo: de materiais de construção a roupas de marcas famosas.
A segunda opção é partir para a Ile de St. Louis, que fica atrás da Notre Dame e é tão chique quanto famosa pela loja dos sorvetes Berthillon. Quase do lado deles está o restaurante St. Regis, um daqueles típicos franceses, porém com preços baratos (um prato custa em média 10 euros).

5º dia: a região da Opera concentra os grands magasins (Printemps e Galeries Lafayette), a Citadium, voltada ao streetwear, além de Sephora, Zara, H&M e, agora, a Uniqlo. A rede japonesa (17 rue Scribe – 75009) faz mais a linha da GAP, com básicos femininos e masculinos e a ótima linha em parceria com a Jil Sander. O bom é que as peças têm qualidade e são baratas.

Descendo a avenida da Opera, você chega até o Palais Royal que, como todo mundo sabe, concentra o brechó de Didier Ludot e as lojas de Marc Jacobs, Stella McCartney e Martin Margiela (que fica fora dos corredores). Pertinho dali há um ótimo restaurante italiano, o Poeta (31, rue de Richelieu – 75001). O dono é super simpático e a comida, uma delícia. Recomendo o spaghetti com frutos do mar. Para finalizar, um passeio pelo jardim das Tulleries faz a gente esquecer da vida.



6º dia: o Marrais, com suas lojinhas e pâtisseries, sem contar a Place des Vosges, é o SoHo de Paris. Na rua Francs Bourgeois estão os melhores endereços e lá é o único lugar onde as lojas abrem aos domingos. Depois que sair da praça, vire à esquerda e siga alguns quarteirões pelo Blvd Beaumarchais. Ali estão espalhadas raridades como as lojas de filatelia, de câmeras fotográficas e de gravuras antigas. No número 111 fica a hypada Merci.

O jantar pode rolar nos famosos Benoit (20, rue St. Martin – 75004) ou L’Ami Louis (32, rue de Vertbois – 75003)

Esse roteiro cobre, na minha opinião, o essencial de Paris. Aconselho um passeio até o Palácio de Versalhes (tem que pegar o RER em direção a Versailles Rive Gauche) que pode durar metade do dia. Não deixe de visitar os jardins e, se der tempo, o Trianon, que fica bem afastado da entrada. A Disney também é uma boa pedida (RER em direção a Marne-la-Vallée Chessy). São 2 parques (o Magic Kingdom e o Disney Studios Park) que podem ser visitados num só dia.

No mais, aproveite cada gole de vinho, refeição, docinhos, visões e caminhadas pela cidade, pois não há lugar no mundo para se sentir mais feliz!!!

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