Adorei a iniciativa da Nars em fazer vídeos para mostrar como os looks dos desfiles vão para a vida real. Escolhi o do Marc Jacobs, mas no canal deles no YouTube tem da 3.1 Phillip Lim e da Thakoon. Ah, e no site da marca tem ótimos tutorials do tipo como criar uma pele perfeita, como realçar lábios ou olhos e aplicar blush perfeitamente.
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terça-feira, 30 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Minhas Campanhas de Primavera 2010 Preferidas - Parte 2
Armani Exchange: Tamiris Souza Freitas, Clint Mauro, Irina Shayk, Marlon Teixeira e Tomas Skoloudik
Bulgari: Julianne Moore, linda, nas fotos de Mert & Marcus
Chanel: Freja Beha Erichsen, Baptiste Giabiconi e Claudia Schiffer foram até Buenos Aires com Karl Lagerfeld
Dolce & Gabbana: Madonna ataca de dona de casa desesperada
Dior: Karlie Kloss, a rainha das campanhas nesta temporada
Donna Karan: Anna J. foi clicada por Patrick Demarchelier
Fendi: Anja Rubik posa para Karl Lagerfeld
Gianfranco Ferré: Dree Hemingway vem mostrando seu potencial
Givenchy: Mariacarla Boscono e Natalia Vodianova, outra rainha das campanhas desta temporada
Gucci: Natasha Polly e Ryan Kennedy clicados em Palm Beach por Mert & Marcus
Hermès: Karlie Kloss relaxa sobre travesseiros da grife
Lanvin: Jamie Bochert brinca de Matrix para Steven Meisel
Loewe: Daria Werbowy está de volta
Louis Vuitton: Lara Stone arrasando nas fotos de Steven Meisel
Louis Vuitton Core Values: Annie Leibovitz passou para a frente das câmeras junto com Mikhail Baryshnikov
Mango: Scarlett Johansson e Dree Hemingway, além de Sophie Auster, posaram para Mario Sorrenti
Marc Jacobs: Jamie Bochert foi fotografada por Juergen Teller, é claro
Missoni: o clã foi todo reunido e posou em clima bem familiar para as lentes de Juergen Teller. Nesta foto, Margherita, Theresa e Angela
Miu Miu: a new face Lindsey Wixson, de apenas 15 anos, substitui as celebridades de várias temporadas
Mulberry: Sasha Pivovarova e Viktoriya Sasonkina posam com suas Alexa bags para Steven Meisel
Nina Ricci: Jessica Stam para as lentes de Lachlan Bailey
Oscar de la Renta: Karlie Kloss de novo!
Prada: o rosto da new face Rasa Zukauskaite não aparece em todas as fotos de Steven Meisel, como esta aqui
Salvatore Ferragamo: Claudia Schiffer encarna Grace Kelly
St. John: Karen Elson com seus cabelos flamejantes toma o lugar de Angelina Jolie
Stella McCartney: Natalia Vodianova tem como pano de fundo um dálmata!
Tom Ford: Carolyn Murphy e o ator Nicholas Hoult (que está em "A Single Man") formando um casal provocante
Versace: Georgia May Jagger, a nova estrela da família
Yves Saint Laurent: Natalia é a mais nova estrela numa sequência de tops.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Tendências da New York Fashion Week - Fall 2010/11
Tommy Hilfiger e Michael Kors
American sportswear: a próxima exposição do Metropolitan será uma homenagem à mulher americana e as grifes buscam voltar às origens do que seria o legítimo estilo made in USA. Sem contar que as peças casam perfeitamente com o que a atual consumidora quer usar, ou seja, é a moda ideal para sair da crise!
Marc by Marc Jacobs e Proenza Schouler
Militar: atenção à invasão! Verde musgo, casacos com botões e dragonas e até a famosa estampa. Vai ser uma tendência forte em 2010.
Rag & Bone e Anna Sui
Mountain High: os esportes, o camping, os chalés...enfim a vida na montanha se traduz em botas, tricôs bordados e casacos forrados.
Calvin Klein e Zac Posen
Arquitetura: tecidos estruturados, formas trabalhadas, modelagem limpa. É a releitura do minimalismo com toques futuristas e urbanos.
DKNY e Peter Jensen
Colegial: Blair Waldorf iria ficar orgulhosa de ver seus ex-uniformes do colégio e seu estilo pessoal ganhando tantas interpretações!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Paris: um Roteiro
Este é um roteiro bem básico para curtir Paris, para quem já conhece os principais pontos turísticos (Louvre, Torre Eiffel, Notre Dame...) e gosta de caminhar pela cidade. Foi mais ou menos o que fiz nessa minha última visita e, claro, inclui vários programas ligados à moda. Vamos lá:
1º dia: passeio por St. Germain de Près. Gosto muito de ir ao Bon Marché conferir as novidades, já que ele é bem menos cheio que a Galeries Lafayette e a Printemps e o andar de estilistas contemporâneos é de babar (Balenciaga, Stella, Marni, Chloé...). Dali, siga pelo Blvd St. Germain até a Rue de Rennes, onde fica uma das H&Ms da cidade. Rue Du Bac, rue François 1er, Blvd Raspail, rue Bonaparte e a praça da igreja St. Sulpice estão nas adjacências e concentram várias lojas importantes: Sonia Rykiel, Prada, Diane von Furstenberg, Céline, Paul Smith e até a GAP.
Para comer, ande mais um pouquinho ou pegue o metrô para St. Michel. Há dois restaurantes lá que adoro: o Chez Clements ( 9 place St. André des Arts - 75005) que tem uma ótima decoração e pratos deliciosos e o Le Grand Bistro (7, rue St Severin – 75005) para fondue. O de 3 queijos é maravilhoso e serve 2 pessoas tranquilamente.
2º dia: o Museu Les Arts Décoratifs é sempre obrigatório para ver exposições de moda. Desta vez vi a da Madeleine Vionnet. O bom é que são 4 museus no mesmo espaço e o ingresso vale para todos: Musée de la Mode e du Textile, Arts Décoratifs, Publicité e Nissim de Camondo. A livraria que fica ao lado da entrada é indispensável.
Depois dos museus é hora de partir para a Rue St.Honoré e para a Faubourg St. Honoré. Comece pela Colette, claro, (obs: o restaurante do subsolo serve saladas e sanduíches muito bons) e antes de seguir em frente, atravesse a rua e vá até a Place du Marche St Honoré. Sabe o que tem lá? Marc by Marc Jacobs feminino, masculino e infantil. A loja feminina obviamente parece a Americanas na véspera de Natal mas sempre tem produtos incríveis e em conta.
Volte para a St.Honoré e delicie-se com as vitrines das grifes de luxo: Miu Miu, Lanvin, Givenchy, Prada (que está em reforma mas abriu uma loja provisória na rua), Alberta Ferretti etc. Em frente à Gucci há uma Ladurée. Vale a pena parar para comer os melhores macaroons do mundo. Antes disso, vale uma pausa na Place Vendôme (uma das mais lindas) para conferir as vitrines das joalherias e as pessoas circulando pelo Ritz. Logo depois vale um desvio na rue Cambon para conferir o QG da Chanel e a escadaria lendária, de onde madeimoselle assistia aos desfiles.
A caminhada pode te levar até o Champs Elysées, que é sempre bom de conferir à noite, com todas as luzes. Não sou muito fã de lá pois as calçadas estão sempre abarrotadas de gente, mas a vista do Arco do Triunfo é sempre inesquecível.
3º dia: o Grand Palais e o Petit Palais são construções da virada do século XX que funcionam como museus. O Grand também costuma abrigar os desfiles da Chanel e é dividido em vários espaços. O maior é uma construção com teto de ferro enorme. Na lateral, acontecem exposições de arte. Desta vez, vi uma de Renoir.
Pertinho dali está a av. Montaigne e um dos meus pedaços preferidos de Paris. Além de concentrar grifes de luxo e suas sedes (Louis Vuitton e Dior, por exemplo), tem o Hotel Plaza Athenée e cafés chiquérrimos. A fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent fica na vizinhança, assim como o Museu Galliera, que de vez em quando faz exposições sobre moda. Se “perder” por ali é sempre uma delícia. Para finalizar, uma caminhada às margens do Sena.
4º dia: o museu Georges Pompidou tem um acervo de arte contemporânea de babar. Já tinha ido em outra viagem mas não vi tantas obras como agora. No primeiro andar estão as exposições temporárias, mas é no segundo que estão Picassos, Braques, Matisses, Chagalls... Suba até o último pavimento para conferir a vista de Paris. Se o dia estiver ensolarado, é de tirar o fôlego.
Ao sair dali, há algumas opções: compras na rue de Rivoli (H&M, Zara, Sephora, Parashop - uma farmácia só de cosméticos de marcas como La Roche, Vichy, Avène, Uriage) e um pulinho na BHV, uma loja de departamento do grupo Lafayette que tem de tudo: de materiais de construção a roupas de marcas famosas.
A segunda opção é partir para a Ile de St. Louis, que fica atrás da Notre Dame e é tão chique quanto famosa pela loja dos sorvetes Berthillon. Quase do lado deles está o restaurante St. Regis, um daqueles típicos franceses, porém com preços baratos (um prato custa em média 10 euros).
5º dia: a região da Opera concentra os grands magasins (Printemps e Galeries Lafayette), a Citadium, voltada ao streetwear, além de Sephora, Zara, H&M e, agora, a Uniqlo. A rede japonesa (17 rue Scribe – 75009) faz mais a linha da GAP, com básicos femininos e masculinos e a ótima linha em parceria com a Jil Sander. O bom é que as peças têm qualidade e são baratas.
Descendo a avenida da Opera, você chega até o Palais Royal que, como todo mundo sabe, concentra o brechó de Didier Ludot e as lojas de Marc Jacobs, Stella McCartney e Martin Margiela (que fica fora dos corredores). Pertinho dali há um ótimo restaurante italiano, o Poeta (31, rue de Richelieu – 75001). O dono é super simpático e a comida, uma delícia. Recomendo o spaghetti com frutos do mar. Para finalizar, um passeio pelo jardim das Tulleries faz a gente esquecer da vida.
6º dia: o Marrais, com suas lojinhas e pâtisseries, sem contar a Place des Vosges, é o SoHo de Paris. Na rua Francs Bourgeois estão os melhores endereços e lá é o único lugar onde as lojas abrem aos domingos. Depois que sair da praça, vire à esquerda e siga alguns quarteirões pelo Blvd Beaumarchais. Ali estão espalhadas raridades como as lojas de filatelia, de câmeras fotográficas e de gravuras antigas. No número 111 fica a hypada Merci.
O jantar pode rolar nos famosos Benoit (20, rue St. Martin – 75004) ou L’Ami Louis (32, rue de Vertbois – 75003)
Esse roteiro cobre, na minha opinião, o essencial de Paris. Aconselho um passeio até o Palácio de Versalhes (tem que pegar o RER em direção a Versailles Rive Gauche) que pode durar metade do dia. Não deixe de visitar os jardins e, se der tempo, o Trianon, que fica bem afastado da entrada. A Disney também é uma boa pedida (RER em direção a Marne-la-Vallée Chessy). São 2 parques (o Magic Kingdom e o Disney Studios Park) que podem ser visitados num só dia.
No mais, aproveite cada gole de vinho, refeição, docinhos, visões e caminhadas pela cidade, pois não há lugar no mundo para se sentir mais feliz!!!
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Anna Wintour no Governo Francês?
Uma das cenas que mais me impressionou em "The September Issue" é quando Anna Wintour e os editores da Vogue se reúnem no Ritz com os compradores de todas as lojas de departamento mais importantes dos EUA (Bergdorf, Saks, Neiman Marcus...) durante a temporada de desfiles em Paris.
Nesta reunião os editores fazem um briefing das tendências que eles mais vão dar destaque nas edições de outono/inverno daquele ano, assim os compradores ganham uma direção para fazer suas encomendas e colocar nas lojas o que as clientes vão ver na Vogue. Um dos CEOs pede para Anna ajudar-lhes numa outra questão problemática: a entrega das mercadorias. E ela brinca perguntando se ele quer que ela dirija um caminhão...
Se você ainda acha que o papel de Anna Wintour é aparecer de óculos escuros e casacos de pele nas primeiras filas e gerar notícias maldosas na internet, pode mudar de idéia. A função dela é viabilizar toda uma indústria, afinal o que a gente vê nas páginas das revistas não é moda, porque a moda precisa ser consumida para existir. Então, nada mais lógico do que mídia e mercado trabalharem juntos para que isso aconteça.
A essa altura, você já deve ter visto fotos de Anna com Carine Roitfeld em uma reunião com o ministro da Indústria, Christian Estrosi. Ela aproveitou a semana de alta-costura para ir até ele e pedir que a França dê mais suporte aos novos talentos e permita que os profissionais da moda trabalhem mais que 35 horas semanais nas semanas pré-desfile. Pela legislação francesa, os trabalhadores não podem trabalhar mais de 7 horas por dia e não podem fazer hora extra. Bem, pelo que aparece no documentário "Marc Jacobs et Louis Vuitton" isso não rola lá nos escritórios da LVMH, mas vamos ao que interessa:
Nova York tem o CFDA/Vogue Fashion Fund, Londres tem o Fashion Fringe at Covent Garden e uma série de outros programas. Até a Itália tem o Who's Next. Todos projetos de apoio e suporte aos novos talentos. E o que Paris, berço da alta-costura, tem ou faz para apoiar talentos em ascensão? Nada. Isso mesmo, zero. Tudo bem que as maiores grifes do mundo estão lá, várias renovadas por estilistas jovens... e estrangeiros!
Quando John Galliano, Alexander McQueen, Stella McCartney e Phoebe Philo assumiram Dior, Givenchy e Chloé, respectivamente, nos anos 90, muitas críticas surgiram. Mas a questão é que todos eles e vários outros nomes contemporâneos importantes estudaram e se prepararam para assumir a direção criativa de uma grife. Até onde eu sei não existe uma escola na França que ofereça um programa de mestrado tão forte como as escolas inglesas e italianas.
O outro ponto é que desde Christian Lacroix, nos anos 80, Paris não lança um nome forte na moda mundial. Enquanto as outras capitais acolhem e incentivam os novos, na cidade-luz eles vão trabalhar na equipe de estilo das grandes grifes e ficam esperando pela grande chance de assumirem a direção criativa, o que pode levar décadas.
Concluindo, está na hora da moda francesa acordar para o século XXI, não é? Até porque quem vive de passado é museu e como a Anna diz, a moda olha para frente e não para trás. Alguém ainda duvida que o desejo dela vai virar uma ordem?
Ps: olhando essa foto das duas só posso concluir que bichos é super tendência!
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Liberdade Editorial. Isso Existe?
O Fashion Rio já acabou mas um assunto não sai da minha cabeça: a crítica do desfile da Espaço Fashion no portal FFW. Como vocês devem saber, a Erika Palomino agora é editora do portal oficial da Luminosidade, que engloba as principais semanas de moda brasileiras (Fashion Rio, SPFW e Rio Summer) e em carta exposta no seu ex-site (que vai virar blog) ela diz que só aceitou a posição pela garantia de ter liberdade para dar sua opinião real nos textos. E ela e sua equipe fizeram isso mesmo. Várias críticas dos desfiles do Fashion Rio não foram muito positivas e apontaram falhas e caminhos para coleções melhores.
Só que uma delas, a da Espaço Fashion, causou polêmica. A marca carioca escorregou feio nessa coleção e foi duramente criticada por vários veículos importantes. A matéria escrita por André Rodrigues no FFW seguiu a mesma linha e não poupou palavras quando foi publicada na noite do dia 12/01. Curiosamente, na tarde do dia seguinte, descobri que a crítica tinha sido tirada do ar e havia apenas comentários de leitores (perguntando pela matéria “sumida” em sua maioria) e as imagens do desfile. Bem, não foi muito difícil ligar os pontos e perceber o que tinha acontecido: dois dias antes do desfile, a Espaço Fashion anunciou uma parceria com a C&A, uma das patrocinadoras do Fashion Rio e SPFW, além de ser anunciante do FFW. À noite, a crítica do desfile tinha retornado ao portal, porém menos agressiva, ou seja, com algumas modificações. Os comentários foram retirados do ar.
O que me chama atenção neste episódio não é a coleção da Espaço Fashion. Esses tropeços fazem parte do jogo e uma crítica ruim não significa o fracasso de vendas, até porque, segundo informações do mercado, a coleção de primavera/verão 2010 da grife, muito elogiada pela imprensa, não foi bem recebida nas lojas e a empresa teve que adiantar o lançamento do alto-verão.
O que me preocupa mesmo é até onde vai a dita “liberdade de imprensa”. Depois desse episódio, lembrei muito de uma entrevista com a Venetia Scott, stylist do Marc Jacobs e ex-mulher do fotógrafo Juergen Teller, publicada recentemente na revista Ponystep. Ela fala abertamente sobre como produzir editoriais é algo cada vez mais ligado à publicidade das revistas, ou seja, em troca de anúncios é preciso “eleger” peças dessa ou daquela marca para figurarem nos editoriais. Resumindo: a tal “liberdade” vai até a hora que o dinheiro fala mais alto. Isso é novidade? Claro que não. E também é claro que uma das maiores razões do sucesso de blogs é que, na maioria das vezes, o leitor ainda encontra neles informações isentas de segundas intenções. Quem perde com tudo isso não são as grandes empresas, mas a mídia que já anda confusa e perdida com a migração dos leitores para a internet e o crescimento assustador de blogs sobre todo tipo de assunto. Sem transparência então a situação só tende a piorar.
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