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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Paris: Dicas de Transporte e Hospedagem


Tem mais de um mês que voltei de viagem, escrevi esse texto e só agora estou postando! Vergonha! Mas aí vai:




Há dois anos vou para Paris e não fico mais em hotel. Desde que descobri o aluguel de apartamentos, fiquei fã. Dessa vez, aluguei um no 7º Arrondissement, pertinho da Torre Eiffel (toda noite quando saía do metrô dava de cara com ela, toda iluminada) pelo site Ah!Paris. Os funcionários te recebem na porta do prédio e são super atenciosos. Há apartamentos em várias regiões e de vários tamanhos, o que é perfeito para quem vai em casal, com amigos ou em família. Fora que ir até um mercado (Monoprix, de preferência) e abastecer a geladeira como um local é tudo de bom!

Para sair e chegar no aeroporto, o serviço de vans também funciona perfeitamente. Desta vez, contratei a Bluevan, que sai mais barato que um táxi. Você marca a hora de chegada do vôo e um motorista te pega na saída do portão de desembarque. Quem quiser exclusividade pode ter um motorista à disposição.

Para se locomover em Paris, nada substitui o metrô. É fácil de entender, rápido e econômico. Descobri que o Paris Visite (um ticket que dura de 1 a 5 dias e é voltado para os turistas) oferece uma série de descontos em lojas e passeios, inclusive na Disney. O Navigo, que o cartão que os locais usam, é mais em conta, mas é preciso colar uma foto 3x4 e a validade dele começa sempre na segunda-feira. No site dos transportes públicos da França, o RATP, há explicações detalhadas.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mini-guia de Paris

Finalmente consegui parar e organizar meus endereços de Paris! Aí vai o meu guia particular de endereços imperdíveis e passeios fundamentais na capital francesa:

Para começar, que tal alugar um apartamento e sentir-se um autêntico parisiense? O site www.apartmentparis.fr/ tem imóveis em praticamente todos os arrondissements, com capacidade para hospedar de 1 a mais de 10 pessoas. Eles ainda oferecem serviços de shuttle para transportar passageiros do aeroporto ou estações de trem até o apartamento, além de limpeza da casa e internet gratuita. Prático e confortável!


Exposições imperdíveis: atualmente a do Patrick Demarchelier no Petit Palais e a partir de 20 de novembro, a de Sonia Rykiel, que comemora 40 anos de carreira, no Musée de la Mode e du Textile. Vale a pena checar a programação do Musée Galliera e da Fondation Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, sempre com exposições temporárias.

Para lembrar a infância: o Musée de la Poupée é uma viagem ao mundo das bonecas. E para passar a tarde de bobeira, nada melhor que o Musée Rodin e seus jardins maravilhosos.

Restaurantes: todo mundo que vai a Paris tem os seus favoritos, o que não é nada difícil... Mas no quesito "bom e barato" elejo 2: o Chez Clément, que tem várias filiais espalhadas pela cidade, ótima comida, bom preço e garçons simpáticos. Cada um tem uma decoração diferente e original. Fui no da Av. Wagran e no de St. Michel. Para ver o endereço de todos, acesse www.chezclements.com/. Outro delicioso é a St. Regis Brasserie, na Ille de St. Louis. Fica pertinho do sorvete Berthillon e é aquele típico restaurante francês.



Passeios memoráveis: andar a pé em Paris é a melhor coisa da vida, apesar do metrô também ser fundamental para encurtar certas distâncias. Os meus preferidos são:
1- Ille de St.Louis: bucólica e ao mesmo tempo chique, suas ruas calmas, beirando o Sena, merecem ser exploradas com calma.
2- Faubourg Saint Honoré: começando pela Colette e seguindo em direção à Madeleine. Prada, Miu Miu, Lanvin, Chloé, Gucci e mais todas as grifes que importam. Esse é óbvio!
3- Av. Montaigne: la créme de lá créme, mais conhecido como "o caminho da felicidade". Passe em frente ao Plaza Athenée, vá até o fim da rua, vire à direita na Av. George V, passeie mais um pouco e sonhe com muito luxo...


4- Marrais: ande pela Rue des Francs-Bourgeois e descubra lojas super descoladas. No final, está a Place de Vosges. Se tiver tempo, pare no Musée Carnavalet, que conta a história de Paris.
5- Rio Sena: um passeio em suas margens, em qualquer altura é sempre tudoooooooooo!


Lojas de departamentos: sem dúvida, a Galeries Lafayette é a mais famosa, mas está sempre entupida de turistas, por isso, vá direto na Printemps ou atravesse o Sena em direção ao Le Bon Marché. Nessas lojas você encontra as grifes mais famosas do mundo além de diversos produtos - de souvenirs à comida, passando por brinquedos e papelaria. Porém, se você é adepto de uma moda mais streetwear, nem pense duas vezes: corra para a Citadium. São vários andares de roupas, acessórios, livros, música e tudo que envolve a cultura das ruas.

Bem, é basicamente isso!
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Paris: um Roteiro

Este é um roteiro bem básico para curtir Paris, para quem já conhece os principais pontos turísticos (Louvre, Torre Eiffel, Notre Dame...) e gosta de caminhar pela cidade. Foi mais ou menos o que fiz nessa minha última visita e, claro, inclui vários programas ligados à moda. Vamos lá:

1º dia: passeio por St. Germain de Près. Gosto muito de ir ao Bon Marché conferir as novidades, já que ele é bem menos cheio que a Galeries Lafayette e a Printemps e o andar de estilistas contemporâneos é de babar (Balenciaga, Stella, Marni, Chloé...). Dali, siga pelo Blvd St. Germain até a Rue de Rennes, onde fica uma das H&Ms da cidade. Rue Du Bac, rue François 1er, Blvd Raspail, rue Bonaparte e a praça da igreja St. Sulpice estão nas adjacências e concentram várias lojas importantes: Sonia Rykiel, Prada, Diane von Furstenberg, Céline, Paul Smith e até a GAP.

Para comer, ande mais um pouquinho ou pegue o metrô para St. Michel. Há dois restaurantes lá que adoro: o Chez Clements ( 9 place St. André des Arts - 75005) que tem uma ótima decoração e pratos deliciosos e o Le Grand Bistro (7, rue St Severin – 75005) para fondue. O de 3 queijos é maravilhoso e serve 2 pessoas tranquilamente.

2º dia: o Museu Les Arts Décoratifs é sempre obrigatório para ver exposições de moda. Desta vez vi a da Madeleine Vionnet. O bom é que são 4 museus no mesmo espaço e o ingresso vale para todos: Musée de la Mode e du Textile, Arts Décoratifs, Publicité e Nissim de Camondo. A livraria que fica ao lado da entrada é indispensável.


Depois dos museus é hora de partir para a Rue St.Honoré e para a Faubourg St. Honoré. Comece pela Colette, claro, (obs: o restaurante do subsolo serve saladas e sanduíches muito bons) e antes de seguir em frente, atravesse a rua e vá até a Place du Marche St Honoré. Sabe o que tem lá? Marc by Marc Jacobs feminino, masculino e infantil. A loja feminina obviamente parece a Americanas na véspera de Natal mas sempre tem produtos incríveis e em conta.

Volte para a St.Honoré e delicie-se com as vitrines das grifes de luxo: Miu Miu, Lanvin, Givenchy, Prada (que está em reforma mas abriu uma loja provisória na rua), Alberta Ferretti etc. Em frente à Gucci há uma Ladurée. Vale a pena parar para comer os melhores macaroons do mundo. Antes disso, vale uma pausa na Place Vendôme (uma das mais lindas) para conferir as vitrines das joalherias e as pessoas circulando pelo Ritz. Logo depois vale um desvio na rue Cambon para conferir o QG da Chanel e a escadaria lendária, de onde madeimoselle assistia aos desfiles.

A caminhada pode te levar até o Champs Elysées, que é sempre bom de conferir à noite, com todas as luzes. Não sou muito fã de lá pois as calçadas estão sempre abarrotadas de gente, mas a vista do Arco do Triunfo é sempre inesquecível.


3º dia: o Grand Palais e o Petit Palais são construções da virada do século XX que funcionam como museus. O Grand também costuma abrigar os desfiles da Chanel e é dividido em vários espaços. O maior é uma construção com teto de ferro enorme. Na lateral, acontecem exposições de arte. Desta vez, vi uma de Renoir.

Pertinho dali está a av. Montaigne e um dos meus pedaços preferidos de Paris. Além de concentrar grifes de luxo e suas sedes (Louis Vuitton e Dior, por exemplo), tem o Hotel Plaza Athenée e cafés chiquérrimos. A fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent fica na vizinhança, assim como o Museu Galliera, que de vez em quando faz exposições sobre moda. Se “perder” por ali é sempre uma delícia. Para finalizar, uma caminhada às margens do Sena.

4º dia: o museu Georges Pompidou tem um acervo de arte contemporânea de babar. Já tinha ido em outra viagem mas não vi tantas obras como agora. No primeiro andar estão as exposições temporárias, mas é no segundo que estão Picassos, Braques, Matisses, Chagalls... Suba até o último pavimento para conferir a vista de Paris. Se o dia estiver ensolarado, é de tirar o fôlego.

Ao sair dali, há algumas opções: compras na rue de Rivoli (H&M, Zara, Sephora, Parashop - uma farmácia só de cosméticos de marcas como La Roche, Vichy, Avène, Uriage) e um pulinho na BHV, uma loja de departamento do grupo Lafayette que tem de tudo: de materiais de construção a roupas de marcas famosas.
A segunda opção é partir para a Ile de St. Louis, que fica atrás da Notre Dame e é tão chique quanto famosa pela loja dos sorvetes Berthillon. Quase do lado deles está o restaurante St. Regis, um daqueles típicos franceses, porém com preços baratos (um prato custa em média 10 euros).

5º dia: a região da Opera concentra os grands magasins (Printemps e Galeries Lafayette), a Citadium, voltada ao streetwear, além de Sephora, Zara, H&M e, agora, a Uniqlo. A rede japonesa (17 rue Scribe – 75009) faz mais a linha da GAP, com básicos femininos e masculinos e a ótima linha em parceria com a Jil Sander. O bom é que as peças têm qualidade e são baratas.

Descendo a avenida da Opera, você chega até o Palais Royal que, como todo mundo sabe, concentra o brechó de Didier Ludot e as lojas de Marc Jacobs, Stella McCartney e Martin Margiela (que fica fora dos corredores). Pertinho dali há um ótimo restaurante italiano, o Poeta (31, rue de Richelieu – 75001). O dono é super simpático e a comida, uma delícia. Recomendo o spaghetti com frutos do mar. Para finalizar, um passeio pelo jardim das Tulleries faz a gente esquecer da vida.



6º dia: o Marrais, com suas lojinhas e pâtisseries, sem contar a Place des Vosges, é o SoHo de Paris. Na rua Francs Bourgeois estão os melhores endereços e lá é o único lugar onde as lojas abrem aos domingos. Depois que sair da praça, vire à esquerda e siga alguns quarteirões pelo Blvd Beaumarchais. Ali estão espalhadas raridades como as lojas de filatelia, de câmeras fotográficas e de gravuras antigas. No número 111 fica a hypada Merci.

O jantar pode rolar nos famosos Benoit (20, rue St. Martin – 75004) ou L’Ami Louis (32, rue de Vertbois – 75003)

Esse roteiro cobre, na minha opinião, o essencial de Paris. Aconselho um passeio até o Palácio de Versalhes (tem que pegar o RER em direção a Versailles Rive Gauche) que pode durar metade do dia. Não deixe de visitar os jardins e, se der tempo, o Trianon, que fica bem afastado da entrada. A Disney também é uma boa pedida (RER em direção a Marne-la-Vallée Chessy). São 2 parques (o Magic Kingdom e o Disney Studios Park) que podem ser visitados num só dia.

No mais, aproveite cada gole de vinho, refeição, docinhos, visões e caminhadas pela cidade, pois não há lugar no mundo para se sentir mais feliz!!!

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terça-feira, 23 de março de 2010

Pierre Cardin: O Visionário da Moda

Em homenagem ao lançamento do livro de Pierre Cardin, aí vai uma mini biografia do estilista:


Estilista, designer, diplomata, empresário. Pierre Cardin foi o primeiro costureiro a incorporar as mudanças que a moda e o mundo estavam passando a partir da década de 60 e inovou ao licenciar seu nome e expandir sua marca para vários países. Nascido em 1922, na região de Veneza, Itália, filho de pais franceses, cresceu na França e saiu de casa aos 17 anos quando foi para Paris, onde trabalhou com Jeanne Paquin, Elsa Schiaparelli e Christian Dior além de fazer figurinos para Jean Cocteau. Em 1950, abriu sua própria maison, na Rue Richepanse, e três anos depois lançava sua primeira coleção de alta-costura. Suas criações seguiam os padrões de glamour da época e os preços eram tão altos que o próprio Cardin declarou que “hoje sentiria vergonha de pedir aqueles preços”. Mas o grande “boom” do estilista aconteceria mais tarde.


No fim da década ele lançou, pela primeira vez, uma coleção unissex e, em 59, uma de prêt-à-porter para a loja de departamentos Printemps, duas grandes inovações. Um ano depois ele fez história ao licenciar seu nome e construir um império milionário, que chegou a ter 840 licenças em 125 países com produtos que iam de móveis a colchões, passando por chocolates e aviões particulares. Ao longo da década, Cardin desenvolveu coleções de prêt-à-porter feminino, masculino e até infantil, mas apesar de todo o sucesso, foi expulso da Chambre Syndicale, afinal sua visão de marketing estava muito além das tradições da alta-costura.

Sua moda, assim como a de André Courrèges e Paco Rabanne era a cara dos anos 60: divertida, futurista e inovadora. Cardin ficou conhecido pelos vestidos recortados, catsuits de malha, calças justas de couro, macacões e gola-capuz. Tudo acompanhado de acessórios ou detalhes de plástico ou vinil, como botas e capacetes conhecidos pelo estilo “era espacial”.


Ao longo dos últimos anos, apesar de fazer alguns desfiles especiais, Pierre Cardin se dedicou a outras áreas, como a diplomacia (foi embaixador da UNESCO) e o design, além de ser um dos donos do famoso restaurante Maxim’s, aberto em 1981, em Paris. Quando comemorou 60 anos de carreira, em 2006, inaugurou um museu, nos arredores de Paris. Lá, é possível ver de perto as criações mais famosas do estilista de 88 anos. Apesar do acervo contar com cerca de 140 peças, não espere que ele eleja a sua favorita pois esta, segundo ele, ainda será criada: “Minha roupa preferida é aquela que invento para uma vida que ainda não existe, ou seja, para o mundo de amanhã”.


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Gossip Girl em Paris


Tudo indica que a viagem de Serena e Blair para Paris vai render bons capítulos na quarta temporada de Gossip Girl. Algumas imagens das duas perambulando pela capital francesa vazaram na internet. Não resisti quando vi esses looks. Que vontade de passar o verão em Paris, vestida assim....

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Anna Wintour no Governo Francês?



Uma das cenas que mais me impressionou em "The September Issue" é quando Anna Wintour e os editores da Vogue se reúnem no Ritz com os compradores de todas as lojas de departamento mais importantes dos EUA (Bergdorf, Saks, Neiman Marcus...) durante a temporada de desfiles em Paris.

Nesta reunião os editores fazem um briefing das tendências que eles mais vão dar destaque nas edições de outono/inverno daquele ano, assim os compradores ganham uma direção para fazer suas encomendas e colocar nas lojas o que as clientes vão ver na Vogue. Um dos CEOs pede para Anna ajudar-lhes numa outra questão problemática: a entrega das mercadorias. E ela brinca perguntando se ele quer que ela dirija um caminhão...

Se você ainda acha que o papel de Anna Wintour é aparecer de óculos escuros e casacos de pele nas primeiras filas e gerar notícias maldosas na internet, pode mudar de idéia. A função dela é viabilizar toda uma indústria, afinal o que a gente vê nas páginas das revistas não é moda, porque a moda precisa ser consumida para existir. Então, nada mais lógico do que mídia e mercado trabalharem juntos para que isso aconteça.

A essa altura, você já deve ter visto fotos de Anna com Carine Roitfeld em uma reunião com o ministro da Indústria, Christian Estrosi. Ela aproveitou a semana de alta-costura para ir até ele e pedir que a França dê mais suporte aos novos talentos e permita que os profissionais da moda trabalhem mais que 35 horas semanais nas semanas pré-desfile. Pela legislação francesa, os trabalhadores não podem trabalhar mais de 7 horas por dia e não podem fazer hora extra. Bem, pelo que aparece no documentário "Marc Jacobs et Louis Vuitton" isso não rola lá nos escritórios da LVMH, mas vamos ao que interessa:

Nova York tem o CFDA/Vogue Fashion Fund, Londres tem o Fashion Fringe at Covent Garden e uma série de outros programas. Até a Itália tem o Who's Next. Todos projetos de apoio e suporte aos novos talentos. E o que Paris, berço da alta-costura, tem ou faz para apoiar talentos em ascensão? Nada. Isso mesmo, zero. Tudo bem que as maiores grifes do mundo estão lá, várias renovadas por estilistas jovens... e estrangeiros!

Quando John Galliano, Alexander McQueen, Stella McCartney e Phoebe Philo assumiram Dior, Givenchy e Chloé, respectivamente, nos anos 90, muitas críticas surgiram. Mas a questão é que todos eles e vários outros nomes contemporâneos importantes estudaram e se prepararam para assumir a direção criativa de uma grife. Até onde eu sei não existe uma escola na França que ofereça um programa de mestrado tão forte como as escolas inglesas e italianas.

O outro ponto é que desde Christian Lacroix, nos anos 80, Paris não lança um nome forte na moda mundial. Enquanto as outras capitais acolhem e incentivam os novos, na cidade-luz eles vão trabalhar na equipe de estilo das grandes grifes e ficam esperando pela grande chance de assumirem a direção criativa, o que pode levar décadas.

Concluindo, está na hora da moda francesa acordar para o século XXI, não é? Até porque quem vive de passado é museu e como a Anna diz, a moda olha para frente e não para trás. Alguém ainda duvida que o desejo dela vai virar uma ordem?

Ps: olhando essa foto das duas só posso concluir que bichos é super tendência!
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

We'll always have Paris!

Não sei se é porque ainda me sinto espiritualmente em Paris, mas estou com a sensação de que esta temporada de moda é uma das melhores e mais agitadas dos últimos anos. Tirando a angústia com a crise americana, as passarelas estão repletas de looks incríveis - comercialmente viáveis porém com substância criativa e o glamour de sempre, que só Paris tem.
Balenciaga
Mais uma vez, o que foi aquela coleção de Nicolas Ghesquière para a Balenciaga? O que são aquelas jaquetas furta-cor? E Hussein Chalayan? Estampas de carros batidos como metáfora dos tempos ultra velozes que vivemos. O cara é um gênio! Adorei o filme-desfile de Viktor & Rolf com Shalom Harlow como modelo. Vi as fotos no style.com porque no site deles demora um século pra carregar. A proposta ainda é nova e polêmica, mas pode ser um caminho alternativo nesse interminável crescimento das semanas de moda.

Hussein Chalayan

A festa de 40 anos de carreira para Sonia Rykiel também foi um ponto alto: da primeira fila às modelos, todo mundo parecia se divertir horrores. Agora, quem deve ter se divertido mesmo foi Sacha Baron Cohen com seu Bruno. Depois de invadir Milão, ele estava na segunda fila da Stella McCartney (quero toda a coleção!) impagável.

Viktor & Rolf
Depois da notícia chocante da saída de Alessandra Facchinetti (sério, qual será o problema dela?) da Valentino, tô torcendo pela estréia de Hannah McGibbon amanhã na Chloé. Espero que ela acerte na mão e nas vendas pois depois que a festa acabar, é a hora de prestar contas.... Lembrem-se: there's no free lunch. Mesmo no mundo da moda.

Sonia Rykiel
Stella McCartney

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Semana de Paris: dia 08/10 – Giles Deacon



Fechando de fato a semana de moda de Paris, Giles Deacon, que desfilou na cidade por causa do prêmio ANDAM, mostrou que valeu a pena ficar para ver seu desfile. Em uma coleção divertida, cheia de referências a desenhos animados, à silhueta da virada dos anos 50/60 e até a bailarinas, o estilista mostrou looks com muitos vestidos coquetel, saias de diferentes formas (retas, balonês, armadas), tons pastel de amarelo, verde e rosa, além de metalizados. Mas o grande destaque foram as estampas e aplicações de aranhas e dinossauros, sem contar os divertidos acessórios: bolsas de dinos e óculos enormes. Já dá para visualizar uma lista de espera!

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Semanas de Moda pelo Mundo: Atualize-se!



Se você continua achando que as semanas de moda se resumem a Nova York, Londres, Milão e Paris, além dos nossos Fashion Rio e SPFW, errou feio. Até o Zimbábue tem semana de moda atualmente e acho que se um jornalista resolvessse ir a todas, provavelmente ficaria viajando o ano todo. Nem bem terminou a temporada oficial de primavera/verão (quer dizer, os desfiles do circuito das grandes capitais), e Los Angeles teve sua semana, a última sob o comando da IMG. Logo depois, entre os dias 20 e 25 de outubro, aconteceu em Toronto a L'oréal Fashion Week. Simultaneamente, do outro lado do mundo, na India, acontecia a Lakme Fashion Week (foto), em Mumbai, que teve a ilustre presença de Candy Pratts Price, editora do style.com.
Nos próximos dias, aqui no Brasil, temos o aguardado Claro Rio Summer. Só que o evento de moda praia não é o único da semana! No Caribe, vai acontecer o Islands of the World Fashion Week, uma série de desfiles e eventos com a participação de marcas de várias ilhas tropicais.
Quer mais? Até o fim do mês rola a Moscow Fashion Week (o Bruno de Sacha Bahon Cohen deve atacar novamente) e aqui no Brasil o Minas Trend Preview. Isso sem falar nos eventos isolados de pré-fall, como o desfile especial da Chanel, na Europa. Ufa! Depois da pausa merecida para as festas de fim de ano, lá vem Fashion Rio, SPFW, alta-costura, desfiles masculinos em Milão e Paris e...em fevereiro a temporada de outono 2009/10!


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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Semana de Moda de Paris - Dia 04 - Lacroix, Dries van Noten e Ungaro

Por Mirela Lacerda
Ontem foi um dia recheado de desfiles importantes e bem diversos, que podem ser divididos em duas partes. Em uma, estão as marcas que apostaram nas cores e estampas como Christian Lacroix, Dries van Noten e Ungaro. A outra fica por conta dos que optaram por poucas cores e foco na modelagem: Hussein Chalayan, Givenchy e Karl Lagerfeld. Destes, falo no próximo post.

O desfile de Lacroix começou bem sóbrio, com casacos com ou sem mangas, ou mangas de plumas, em preto e branco. Mas depois sua tradicional explosão de cores apareceu com as estampas abstratas, que pareciam pintadas no próprio tecido. Lindas. Para finalizar, vestidos monocromáticos em pink, amarelo limão e laranja.

Christian Lacroix

Dries van Noten é sempre um dos desfiles que mais espero na semana de Paris. A-do-ro seu uso de cores e estampas e o mix étnico que ele faz em toda coleção. Desta vez ainda tinha uns casacos brocados e algumas peças de pele que me lembraram um pouco Paul Poiret.



Dries van Noten

Na Ungaro foi a estréia de Esteban Cortazar, de apenas 23 anos, à frente do estilo. Considerei que a Ungaro estava colorida pois a imagem que tenho (e acho que a maioria das pessoas tem) da marca é o uso de cor. Talvez para quebrar essa tradição, o estilista decidiu não usar muitas cores, apenas uns toques de rosa e muito cinza. Uma pena, pois as formas estavam muito boas, especialmente as com amarrações e torcidos. As estampas também não estavam lá muito alegres. Anyway, vamos esperar a próxima para ver se ele “pega o jeito”.

Ungaro

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Paris Before It Sizzles









Se o que está do outro lado do Atlantico não fosse tão maravilhoso, eu desistiria. Viagens internacionais são altamente estressantes. Você tem que organizar mil documentos (e checar 300 vezes se não esqueceu nada), fazer o roteiro, a lista do que você quer comprar (que desta vez por total exaustão foi deixada de lado) e aí vem a mala, um capitulo à parte.

Mala de inverno é o terror. Da mesma forma que os europeus não sabem se vestir pro verão daqui, turista de país tropical no inverno de lá é catastrófico. E como abomino esse look “sou turista e não to nem aí”, comecei a planejar minha mala 3 dias, o que é até tarde para muitas. A idéia era experimentar todos os looks e ir fotografando, porém fazer isso num calor de 40º é desumano, então o jeito foi arrumar as roupas em cima da cama e ir fotografando mesmo. A recomendação é levar um ou dois sobretudos, no máximo. Impossível. Estou levando 5, incluindo 1 de pele (fake, claro). E como não curto nem um pouco o look “corvo de Notre Dame” – misturado à minha pele branca é de espantar – as peças em preto tem que se misturar às coloridas. São 2 casacões vermelhos e várias blusas e cachecóis coloridos, todos em tons favoráveis pra minha difícil combinação pele branca + cabelo avermelhado.

Dilema resolvido. Chega o dia da viagem e já acordo cansada. Não, não vou conseguir dormir no avião, no máximo dar uns cochilinhos embalados pelo vinho (nacional, oui!). Meu namorado surta e resolve sair de casa às 16h. O vôo é às 21h20. Chegamos em 20 minutos. O check in do vôo anterior (19h20) está começando... Vamos na Receita Federal declarar os gadgets. Descubro que não preciso declarar meu lap, que foi comprado aqui. Nisso, o céu cai sobre o Rio de Janeiro. Falta luz. O Galeão é fechado. Ok, poderíamos ter pego essa tempestade. Mesmo assim, se saíssemos 1 hora mais tarde ainda chegaríamos com folga!!!
Estou tão irritada e absurdamente com calor pois a luz voltou mas o ar condicionado não funciona direito! Fui no banheiro trocar de roupa. Sério. É desumano. Decidimos entrar pro portão de embarque. Não tem lugar pra sentar. Vamos pro Free Shop. Também está quente. Estou carregando 2 bolsas de mão que já deixaram meus ombros marcados. Não dou a mínima para os cosméticos e óculos do Free Shop (deu pra perceber minha irritação?).

São 18h. Conseguimos sentar. Coldplay e U2 me acalmam um pouco. Estou lendo “Divorciada Debutante”, da Plum Sykes, finalmente. As situações surreais das personagens me relaxam um pouquinho. Daqui a meia hora (se Deus quiser) vão começar a chamar pro embarque. Continuo de vestidinho de alça e meus pés derretem na bota. Meus pais dizem para eu não me estressar, afinal estou indo para Paris... Só espero que assim que avistar a Torre Eiffel, passear na Faubourg, ver a exposição da Vionnet e flanar pelo Sena eu esqueça de tudo. E fique alegre por sair de quase 40º para cerca de 4º. Acho que nem vou sentir frio... Au revoir!

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Semana de Moda de Paris - Dior

Por Mirela Lacerda

Ontem, a semana de Paris realmente começou. Na Christian Dior, Galliano deu mais uma demonstração de que sabe fazer roupas para a vida real (gosto muito mais dele assim do que antes, com aquelas coleções loucas que não dava nem para identificar a modelo).


A trilha sonora tocando Mrs. Robinson denunciava a musa e a época que o inspiravam: os anos 60. Tudo era muito ladylike e colorido (as palavras otimismo e opulência estavam na mente do estilista), com muitos tailleurs de saias A com comprimento nos joelhos, botões grandes e colarinhos com detalhes de pele, além de padronagem príncipe-de-gales, estampas de círculos, bordados de pedrarias e plumas (a cara da Mrs. Robinson).


As peles eram puro glamour e a cartela de cores, uma das mais bonitas até agora: cereja, laranja, roxo, verde-limão, rosa, branco e cinza. Christian Dior ficaria orgulhoso e Bernard Arnault deve estar tranquilo pois sabe que a coleção vai vender horrores...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Bon Jour de Paris!


Acabei de voltar do Jeu de Paume, na Place de la Concorde, onde fui ver a exposição do Richard Avedon (quem quiser ir tem que correr, pois acaba domingo). Tem fotos lindíssimas de editoriais da Bazaar dos anos 50 até de artistas de pessoas comuns do interior dos EUA. Adorei.

Hoje também descobri a Rua da Alfândega de Paris. É a rua du Temple, mais ou menos perto de do Centro George Pompidou. Vende um monte de bijuterias por atacado, tem uma loja da American Apparel (no número 41) e um outlet que vende calças da Diesel por 80 euros (no número 57). Andando algumas ruas, logo depois da estação Les Halles, descobri uma livraria que vende livros usados e novos por ótimos preços. Chama Mona Lisait (http://www.monalisait.fr/) e fica na Place Joachim de Bellay.
Amanhã vou a Londres e estou cheia de endereços pra visitar. Depois conto mais.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Noivas nas Passarelas: Paris

Em Paris, última etapa da temporada, inspirações para todos os gostos: das minimalistas às dramáticas, passando pelas românticas e glamurosas.

Andrew Gn: do babado

Chloé: simples sofisticado

Elie Saab: puro brilho

Jonh Galliano: plumas e drama

Rochas: vintage rebelde

The Row: o plissado da estação

Alexander McQueen: para poucas

Viktor & Rolf: geometria

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